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Suspeito de matar companheira e simular suicídio é preso em Lábrea

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Investigação aponta inconsistências na versão apresentada pelo suspeito e analisa evidências encontradas após a morte da mulher

Foto: Divulgação

A prisão preventiva de um homem investigado pela morte da própria companheira, de 45 anos, foi cumprida na quinta-feira (17), em Lábrea, no interior do Amazonas. Segundo a Polícia Civil, elementos reunidos durante a investigação colocaram em dúvida a versão de que a mulher teria cometido suicídio e apontaram para a possibilidade de feminicídio.

O caso começou em 9 de agosto, quando a vítima foi baleada na cabeça no bairro Vila Falcão. Ela recebeu atendimento médico e acabou transferida para Manaus, onde morreu quatro dias depois em consequência dos ferimentos.

Entre os pontos analisados pelos investigadores estão imagens de câmeras de segurança, perícias e registros de pagamentos por Pix. A apuração também indica que o suspeito teria alterado a cena após o disparo, retirado a arma do local, escondido o celular da vítima e demorado para acionar o socorro.

A versão apresentada inicialmente pelo investigado também passou a ser questionada. Ele teria afirmado que a companheira tirou a própria vida e que estava em uma barbearia no momento do disparo. Uma suposta carta de despedida encontrada no computador do casal também foi analisada e, conforme a polícia, apresentava inconsistências sobre sua autoria.

A investigação considera ainda relatos de familiares sobre episódios de comportamento agressivo, controle e violência psicológica atribuídos ao homem. Os policiais também apuram a informação de que a vítima teria descoberto um relacionamento extraconjugal mantido pelo companheiro e, depois disso, decidido encerrar a relação.

O suspeito foi localizado pelos policiais no local de trabalho e levado para a delegacia após o cumprimento do mandado. Conforme a Polícia Civil, ele responde por feminicídio, fraude processual e posse irregular de arma de fogo. O investigado deverá passar por audiência de custódia e permanece à disposição da Justiça.

As circunstâncias da morte continuam sob investigação. A versão apresentada pelo suspeito ainda será analisada no processo judicial.