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Trump admite possibilidade de ação dos EUA em Cuba e cita operação na Venezuela como referência
Presidente americano afirma preferir uma transição pacífica em Havana, mas diz que Washington possui planos para diferentes cenários envolvendo a ilha

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que uma eventual ação americana em Cuba não está descartada e poderia seguir parâmetros semelhantes aos adotados recentemente na Venezuela. A declaração foi feita durante entrevista ao portal Axios, na qual o republicano ressaltou, porém, que considera uma mudança pacífica de governo na ilha como a alternativa mais desejável.
Segundo Trump, a administração americana mantém planos preparados para diferentes situações envolvendo Cuba, incluindo a possibilidade de uma crise institucional ou do enfraquecimento do regime comunista. O presidente avaliou ainda que as Forças Armadas cubanas perderam parte significativa de sua capacidade operacional ao longo dos anos e dependem, em grande medida, de equipamentos herdados da antiga União Soviética.
A fala ocorre em meio ao aumento da pressão exercida por Washington sobre Havana. Desde o início do ano, o governo americano tem ampliado medidas diplomáticas e econômicas contra Cuba, movimento que ganhou força após a operação que levou à captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.
De acordo com informações publicadas pelo Axios, integrantes do governo dos Estados Unidos consideram que Cuba atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. A avaliação é baseada em problemas como a escassez de combustível, os frequentes apagões, a falta de produtos essenciais e o agravamento das dificuldades econômicas enfrentadas pela população.
A política americana para Cuba tem contado com a participação ativa do secretário de Estado Marco Rubio, que há anos defende uma postura mais rígida em relação ao governo cubano. A estratégia adotada pela Casa Branca combina sanções econômicas, pressão diplomática e preparação para possíveis cenários de instabilidade interna.
Apesar das declarações, Trump não indicou qualquer prazo para uma eventual intervenção. Ao comentar o tema, afirmou que a situação permanece aberta e sujeita à evolução dos acontecimentos no país caribenho.
Durante a mesma entrevista, o presidente americano também comentou a atuação internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Questionado pelo jornalista Marc Caputo sobre sua relação com o líder brasileiro, Trump descreveu Lula como uma pessoa “muito volátil” e afirmou que não costuma pensar no petista.