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Venezuela firma acordo com GE para ampliar geração de energia e recuperar sistema elétrico

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Memorando prevê a recuperação de 1 mil megawatts em dois anos e expansão superior a 5 mil megawatts até 2030

O governo da Venezuela assinou, na segunda-feira (15), um memorando de entendimento com a filial local da General Electric (GE) para ampliar a capacidade de geração de energia do país. O anúncio foi realizado durante uma cerimônia no Palácio de Miraflores.

De acordo com a líder interina Delcy Rodríguez, a parceria tem como objetivo recuperar 1 mil megawatts de capacidade energética nos próximos 24 meses. A expectativa do governo venezuelano é acrescentar mais de 5 mil megawatts ao sistema elétrico nacional ao longo dos próximos quatro anos.

Rodríguez informou que determinou à sua equipe a agilização dos procedimentos necessários para formalizar o contrato e permitir o início das intervenções. Os valores envolvidos no acordo não foram divulgados.

Ao lado de Eric Gray, diretor do segmento de energia da GE Vernova, a dirigente destacou a iniciativa como um avanço importante para a recuperação da infraestrutura elétrica venezuelana.

Crise no abastecimento de energia

O acordo foi anunciado em meio aos desafios enfrentados pelo país no setor elétrico.

Dados da Pesquisa de Condições de Vida (Encovi), divulgada em 2025 pela Universidade Católica Andrés Bello, em Caracas, apontam que nove em cada dez residências venezuelanas registraram interrupções no fornecimento de energia elétrica. O levantamento também mostrou que quatro em cada dez lares enfrentam cortes diários que podem se estender por várias horas.

Os problemas de abastecimento se arrastam há mais de uma década. As primeiras medidas de racionamento foram adotadas em 2009, durante o governo de Hugo Chávez.

Naquele período, o setor passou por um processo de estatização com a criação da Corporação Elétrica Nacional, que concentrou sob controle estatal grande parte das atividades de geração e distribuição de energia no país.

Antes da chegada do chavismo ao poder, em 1999, a Venezuela produzia cerca de 20 gigawatts de energia e consumia aproximadamente 12 gigawatts.

Negociações iniciadas em abril

Delcy Rodríguez assumiu a liderança do país após a captura de Nicolás Maduro em uma operação conduzida pelos Estados Unidos, em janeiro. Em abril, ela já havia iniciado conversas com representantes da GE para discutir alternativas voltadas à recuperação da infraestrutura energética venezuelana.

A assinatura do memorando marca mais um passo nas tentativas do governo de enfrentar a crise energética que afeta diferentes regiões do país há anos.