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Ministro de Israel descarta tratado de paz e reforça prioridade à segurança nacional
Ministro da Segurança, Itamar Ben-Gvir, diz que país não participou das negociações e condiciona retirada do Líbano ao fim do Hezbollah

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, rejeitou o acordo de paz anunciado pelos Estados Unidos com o objetivo de encerrar as hostilidades no Oriente Médio. Nesta segunda-feira (15), o integrante do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel não participou da elaboração do tratado e, por isso, não se considera obrigado a cumprir suas determinações.
O acordo internacional prevê, entre outros pontos, a interrupção imediata das operações militares israelenses em território libanês. Ben-Gvir, no entanto, declarou que a segurança nacional continuará sendo prioridade para o governo israelense.
“Minha posição é clara: não somos parceiros neste acordo que não cuida de nossa segurança”, afirmou o ministro.
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As bases do entendimento foram anunciadas no domingo (14) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif.
Em publicação na rede social X, Ben-Gvir agradeceu o apoio do presidente norte-americano, mas reforçou que Israel manterá sua autonomia para tomar decisões relacionadas à própria defesa. Segundo ele, o país não aceitará imposições externas sobre questões de segurança.
Governo exige neutralização do Hezbollah
Representantes da ala mais conservadora do governo israelense também manifestaram oposição à retirada das tropas antes da neutralização completa do Hezbollah, grupo xiita que atua no Líbano.
Ben-Gvir afirmou que os militares israelenses permanecerão nas áreas consideradas estratégicas e que qualquer novo ataque lançado a partir do território libanês poderá provocar uma resposta mais severa por parte de Israel.
O ministro citou ainda o bairro de Dahiyeh, em Beirute, apontado como uma das principais bases de influência do Hezbollah, como possível alvo de futuras retaliações em caso de novos confrontos.
Conflito acumula milhares de vítimas
De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, a escalada dos confrontos já resultou em cerca de 3,7 mil mortes e 11,6 mil feridos no país.
Os ataques aéreos e terrestres entre as partes continuam ocorrendo de forma intermitente, apesar da existência de acordos anteriores de cessar-fogo firmados entre os dois lados.