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Trump faz apelo por paz e condena escalada militar entre Israel e Hezbollah

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Chefe da Casa Branca diz que ofensiva em Beirute pode comprometer avanço de acordo diplomático com o Irã

Foto: Facebookv / IDF

Os confrontos entre Israel e o Hezbollah voltaram a se intensificar neste domingo (14), em meio aos esforços diplomáticos para a conclusão de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã. Diante da nova escalada de tensão no Oriente Médio, o presidente norte-americano Donald Trump criticou a recente ofensiva israelense em Beirute e pediu moderação das partes envolvidas.

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o ataque realizado por Israel não deveria ter ocorrido, especialmente em um momento considerado decisivo para o avanço das negociações diplomáticas com Teerã.

Ataque em momento decisivo

Segundo o presidente dos Estados Unidos, a ação militar aconteceu justamente quando as conversas em busca de um acordo de paz estariam próximas de um desfecho.

“O ataque realizado esta manhã em Beirute não deveria ter acontecido, especialmente em um dia tão importante, quando estamos tão perto de um acordo de paz com o Irã”, escreveu.

Trump reconheceu o direito de Israel de se defender diante de ameaças à sua segurança, mas avaliou que a resposta foi desproporcional em relação ao episódio que motivou a ofensiva.

“Israel tem o direito de se defender contra ameaças, mas o ataque ao qual respondeu foi muito pequeno e sem importância”, declarou. “Ninguém ficou ferido, machucado ou morreu, e isso não deveria prejudicar esse processo tão importante.”

Apelo por cessar das hostilidades

O presidente norte-americano também defendeu a interrupção de novas ações militares tanto por parte de Israel quanto de grupos armados que atuam na região.

“Não deve haver mais ataques de Israel em nenhuma parte do Líbano, mas também não deve haver novos ataques de qualquer outro grupo, incluindo o Hezbollah, contra Israel”, afirmou.

Trump classificou o momento como uma oportunidade para reduzir as tensões no Oriente Médio e avançar em direção a uma solução diplomática para os conflitos na região.

“Estamos muito próximos de um acordo que trará paz para a região, inclusive para o Líbano, e todas as partes devem recuar”, declarou. “Este pode ser o começo de uma paz longa e bela. Não vamos desperdiçar essa oportunidade.”