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Ouvidoria da Mulher do TCE-AM amplia ações de conscientização com o projeto “Ei, mana, não se cale”

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Conhecer os próprios direitos e compreender que nenhuma forma de violência deve ser silenciada foi a principal mensagem levada às estagiárias do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) durante o primeiro encontro do projeto “Ei, mana, não se cale”, promovido pela Ouvidoria da Mulher da Corte. A ação reuniu participantes para um diálogo sobre assédio moral, assédio sexual, violência de gênero e os caminhos de acolhimento e denúncia disponíveis às mulheres.

A programação dá continuidade às ações de conscientização desenvolvidas pela unidade e reforça o compromisso defendido pela conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, de envolver toda a instituição na construção de ambientes mais seguros, respeitosos e acolhedores.

Para a conselheira-presidente do TCE-AM, Yara Amazônia Lins, iniciativas voltadas à conscientização contribuem para fortalecer o enfrentamento à violência e ampliar o acesso à informação.

“Informação é uma ferramenta de proteção. Quanto mais as mulheres conhecem seus direitos e os canais de apoio disponíveis, mais fortalecidas elas ficam para enfrentar situações de violência e buscar ajuda quando necessário”, destacou.

A programação contou com a participação da advogada e secretária-geral da Associação Brasileira de Advogados Criminalistas (Abracrim Mulher), Aiede Anne Alves de Araújo, e da mestre em Sociedade e Cultura e especialista em Direitos Humanos, Waldeliz de Freitas Rodrigues, que conduziram um diálogo sobre assédio sexual, assédio moral, violência de gênero e os mecanismos de proteção disponíveis às mulheres.

Além de apresentar conceitos, formas de identificação e diferenças entre os tipos de assédio, as especialistas discutiram os impactos dessas violências, formas de prevenção, a importância da denúncia e o papel das mulheres como multiplicadoras de informação e conscientização.

De acordo com Waldeliz Rodrigues, iniciativas como essa ajudam a romper barreiras que ainda dificultam a denúncia e o enfrentamento dessas situações.

“É um tema muito delicado e muitas vezes as mulheres ainda têm receio de denunciar. Quando elas compreendem o que caracteriza o assédio moral e conhecem os canais de apoio disponíveis, sentem-se mais seguras para buscar ajuda”, destacou.

Já para Aiede Anne “as mulheres precisam conhecer seus direitos e saber que não estão sozinhas. Projetos como o ‘Ei, mana, não se cale’ fortalecem esse processo de conscientização e mostram a importância de denunciar e buscar apoio. Que outras instituições se inspirem a ter um canal como este”, afirmou.

Para a diretora da Ouvidoria da Mulher do TCE-AM, Ana Paula Aguiar, o principal objetivo da iniciativa é encorajar as mulheres a reconhecer situações de violência e buscar ajuda sempre que necessário.

“O que queremos mostrar é que nenhuma mulher precisa enfrentar essas situações sozinha. Muitas vezes o silêncio acontece por medo, vergonha ou receio de julgamentos. Por isso, trabalhamos para que elas conheçam seus direitos, entendam que existem canais de apoio e sintam-se seguras para denunciar quando necessário”, ressaltou.

Instituída pela Lei nº 6.789/2024, a Ouvidoria da Mulher do TCE-AM atua no acolhimento, orientação e encaminhamento de demandas envolvendo violência e discriminação contra mulheres, atendendo servidoras, colaboradoras e mulheres vinculadas aos órgãos jurisdicionados da Corte, tanto na capital quanto no interior do estado.

A programação seguirá nos dias 15 e 16 de junho com novas edições do projeto “Ei, mana, não se cale”, que ainda vai reunir colaboradoras terceirizadas e jovens aprendizes da Corte. No dia 16, a Ouvidoria da Mulher também realizará o encerramento do projeto “Ei, mano, segura tua onda”, voltado ao público masculino, concluindo mais uma etapa do ciclo de capacitações.

#ParaTodosVerem: Em uma sala do TCE-AM, participantes do projeto “Ei, mana, não se cale” posam para foto em grupo após atividade promovida pela Ouvidoria da Mulher. Algumas mulheres seguram cartilhas informativas distribuídas durante o encontro.

Texto: Adríssia Pinheiro
Foto: Filipe Jazz