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Israel amplia ofensiva no Líbano e ataca mais de 100 alvos do Hezbollah
Bombardeios atingiram depósitos de armas e centros de comando no Vale do Bekaa e no sul libanês; tensão cresce mesmo após extensão do cessar-fogo

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta terça-feira, 26, uma nova onda de ataques aéreos contra posições do Hezbollah no Líbano. Segundo os militares israelenses, mais de 100 alvos ligados ao grupo foram atingidos durante a noite de segunda-feira, 25, ampliando a ofensiva em meio ao aumento das tensões na fronteira entre os dois países.
De acordo com o comunicado divulgado por Israel, os bombardeios tiveram como alvo depósitos de armas, centros de comando e estruturas consideradas estratégicas para o Hezbollah, especialmente no Vale do Bekaa e no sul do território libanês. Um dia antes, as FDI já haviam informado ataques contra cerca de 70 posições do grupo, incluindo áreas próximas à cidade costeira de Tiro.
Escalada militar e ataques com drones
A nova ofensiva ocorre em meio ao crescimento dos ataques com drones explosivos lançados pelo Hezbollah contra comunidades israelenses próximas à fronteira. Na manhã desta terça-feira, Israel relatou novos disparos, embora não tenha registrado vítimas.
Por causa da ameaça constante, escolas localizadas em regiões fronteiriças seguem fechadas como medida de segurança.
No Líbano, a Agência Nacional de Notícias informou que um paramédico morreu durante os ataques israelenses mais recentes. Autoridades locais também relataram danos em áreas atingidas pelos bombardeios.
Negociações e pressão internacional
Nas últimas semanas, Israel vinha concentrando suas operações ao sul do Rio Litani, atendendo a pedidos dos Estados Unidos, que atuam como mediadores nas negociações entre israelenses e libaneses.
Washington também tenta avançar em um acordo mais amplo com o Irã para reduzir as hostilidades no Oriente Médio. Segundo informações divulgadas pela CNN, Teerã condiciona qualquer entendimento diplomático ao fim das operações militares israelenses no território libanês.
Ainda conforme a emissora norte-americana, uma fonte israelense afirmou que as FDI estão preparadas para ampliar os ataques contra a infraestrutura de drones do Hezbollah em coordenação com os Estados Unidos. A mesma fonte declarou que setores militares defendem a retomada de operações contra lideranças do grupo em Beirute, mas qualquer decisão depende da autorização do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e de seu gabinete.
Trégua segue fragilizada
Apesar da extensão do cessar-fogo por mais 45 dias, anunciada em 15 de maio com apoio do Departamento de Estado dos EUA, os confrontos entre Israel e Hezbollah continuam.
Embora os embates tenham diminuído em intensidade e estejam concentrados principalmente no sul do Líbano, Israel mantém ataques aéreos frequentes sob a alegação de que o Hezbollah viola os termos da trégua. As forças israelenses afirmam ainda que seguem desmontando estruturas militares do grupo em áreas sob controle israelense.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que, desde 2 de março, os ataques israelenses deixaram 3.020 mortos e 9.273 feridos no país. O governo de Israel não comentou oficialmente os números divulgados pelas autoridades libanesas.