Polícia
Delegado e investigador da PC-AM são presos pela Rocam suspeitos de extorsão em Manaus
Abordagem irregular no Centro teria resultado na subtração de R$ 30 mil e uma arma; dupla foi autuada em flagrante e aguarda audiência de custódia

Uma abordagem policial realizada no Centro de Manaus, na quinta-feira (16), terminou com a prisão de um delegado e um investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), suspeitos de envolvimento em uma ação criminosa durante o serviço.
De acordo com o registro da ocorrência, as vítimas denunciaram que foram abordadas sem respaldo legal por três homens armados, que utilizavam camisas, coletes balísticos e distintivos da Polícia Civil. O grupo estaria em dois veículos: um Ônix Sedan branco, de placa PHR-3H51, e uma caminhonete prata, cuja identificação não foi informada.
As vítimas — um militar e um empresário — relataram que transportavam R$ 30 mil em espécie quando foram interceptadas. Durante a ação, elas foram algemadas e colocadas em um dos veículos. No trajeto, os suspeitos teriam simulado uma apreensão oficial do dinheiro e também se apropriado da arma de fogo do militar.
Segundo o relato, ambos foram posteriormente deixados em uma rua nas proximidades do Olímpico Clube. Após serem liberados, o militar acionou policiais das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam), que localizaram e interceptaram o veículo dos suspeitos.
No momento da abordagem, o delegado teria se recusado a obedecer às ordens dos policiais militares e acabou sendo retirado do carro à força e algemado em via pública. A cena foi registrada por testemunhas e rapidamente repercutiu nas redes sociais.
Conforme o titular do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), os envolvidos foram autuados em flagrante pelo crime de extorsão. Um terceiro investigador chegou a ser conduzido à delegacia, mas foi liberado pouco depois.
O delegado e o investigador permanecem presos e devem passar por audiência de custódia. O Ministério Público do Amazonas acompanha o caso.
Até o momento, o valor de R$ 30 mil e a arma de fogo mencionados pelas vítimas não foram recuperados.
A Polícia Civil informou que irá instaurar procedimento administrativo por meio da Corregedoria para apurar a conduta dos servidores. Eles podem responder tanto na esfera criminal quanto administrativa.
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