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Rússia lança ataque massivo contra a Ucrânia e pressiona defesa de Kiev

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Ataques com centenas de drones e mísseis deixam mortos e feridos, enquanto Zelensky pressiona aliados por mais apoio militar e endurecimento contra Moscou

Foto: Reprodução / @ZelenskyyUa / X

A escalada militar no Leste Europeu ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (16), com a Rússia promovendo uma das maiores ofensivas recentes contra a Ucrânia. O ataque, que combinou mísseis e drones em larga escala, evidencia a intensidade do conflito e reforça o cenário de pressão sobre o governo ucraniano por mais capacidade de defesa.

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, foram lançados 703 projéteis durante a madrugada. Desses, 667 teriam sido interceptados, o que ainda assim não impediu que diversas regiões fossem atingidas, incluindo centros urbanos.

O saldo parcial aponta para 17 mortos e 115 feridos em todo o país. A capital Kiev foi um dos principais alvos, com quatro mortes confirmadas — entre elas a de um menino de 12 anos — e 54 pessoas feridas. Em Odessa, oito pessoas morreram. Já a região de Dnipropetrovsk registrou três mortes, enquanto Kherson teve dois mortos e 11 feridos, conforme autoridades locais.

Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou ter neutralizado 207 drones ucranianos entre a noite de quarta-feira (15) e a manhã de quinta. Moscou também relatou duas mortes na região de Krasnodar, incluindo uma mulher e um adolescente.

O avanço da ofensiva ocorre em um momento estratégico. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky intensifica articulações com países europeus em busca de reforço militar, especialmente na área de defesa aérea — considerada crucial diante da nova dinâmica da guerra, marcada pelo uso massivo de drones.

Durante encontro recente com a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, Zelensky destacou a urgência de sistemas mais modernos e eficazes. Segundo ele, a evolução do conflito exige respostas rápidas e tecnológicas para proteger a população civil.

O líder ucraniano também defendeu a manutenção e ampliação das sanções contra Moscou, argumentando que qualquer tentativa de normalização das relações com a Rússia enfraquece os esforços por paz duradoura.

Enquanto isso, os Estados Unidos seguem tentando intermediar negociações entre as partes. Apesar das iniciativas diplomáticas, não há consenso sobre os termos de um possível acordo, e o cenário continua marcado por impasses e pelo agravamento das ações militares em campo.

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