Polícia
Operação prende militar e desmantela rede de agiotagem que atuava contra servidores no Amazonas
Grupo é suspeito de movimentar esquema milionário com extorsão, lavagem de dinheiro e empresas de fachada

Uma operação da Polícia Civil realizada nesta terça-feira (14) resultou na prisão de cinco pessoas suspeitas de integrar um esquema milionário de agiotagem, extorsão, roubo e lavagem de dinheiro no Amazonas. Entre os detidos está um tenente da Aeronáutica, apontado como um dos principais operadores do grupo.
A ação ocorreu durante a segunda fase da Operação Tormenta, conduzida por equipes do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Segundo as investigações, os suspeitos faziam parte de uma rede estruturada de agiotas que atuavam de forma interligada, tendo como principais alvos servidores públicos do estado.
De acordo com a polícia, mulheres que trabalham em tribunais sediados no Amazonas estavam entre as vítimas mais frequentes do esquema. O grupo utilizava práticas de intimidação e cobrança abusiva para garantir o pagamento das dívidas.
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam armas de fogo, quantias em dinheiro, documentos, celulares, computadores e veículos de alto padrão. Além disso, ao menos seis empresas suspeitas de serem utilizadas para ocultar a origem dos recursos tiveram bloqueios financeiros determinados.
As autoridades informaram que novos detalhes sobre o caso serão apresentados em coletiva de imprensa ainda nesta terça-feira.
Primeira fase
A primeira fase da Operação Tormenta, conduzida pela Polícia Civil do Amazonas, marcou o início do desmonte do esquema de agiotagem que atuava no estado.
Nessa etapa inicial, os investigadores conseguiram identificar a estrutura da organização criminosa, que operava de forma articulada, com divisão de funções entre os integrantes. Foi a partir dessa fase que a polícia reuniu provas sobre a prática de empréstimos ilegais com juros abusivos, além de métodos de cobrança baseados em ameaças e intimidação.
As apurações também começaram a revelar o perfil das vítimas, indicando que servidores públicos estavam entre os principais alvos do grupo, o que ajudou a direcionar o aprofundamento das investigações.
Além disso, a primeira fase foi essencial para mapear a movimentação financeira dos suspeitos, levando à identificação de possíveis empresas de fachada utilizadas para lavar o dinheiro obtido de forma ilícita.
Essas informações reunidas ao longo da etapa inicial foram fundamentais para embasar as medidas judiciais cumpridas na segunda fase, como prisões, apreensões e bloqueios de bens.
Até o momento, detalhes mais específicos — como número de presos ou datas exatas da primeira fase — não foram amplamente divulgados pelas autoridades, já que a investigação segue em andamento.