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Brasil entra no top 10 dos países mais perigosos do mundo em 2025

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Brasil, México, Equador e Haiti aparecem entre os dez países mais perigosos, segundo levantamento da ACLED

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

Um novo relatório da organização internacional ACLED acendeu um sinal de alerta sobre a escalada da violência na América Latina. Divulgado nesta quinta-feira, o índice que avalia mortalidade, riscos para civis, extensão territorial de conflitos e atuação de grupos armados colocou Brasil, México, Equador e Haiti entre os dez países mais perigosos do mundo em 2025.

Embora os três primeiros lugares permaneçam ocupados por regiões em guerra — Palestina, Mianmar e Síria — o México surge logo em seguida, na quarta posição. A entidade atribui o cenário à intensificação de disputas internas no Cartel de Sinaloa após a prisão de Ismael “El Mayo” Zambada, fato que desencadeou uma reorganização criminal em diversos estados e pressionou os índices de homicídios. O relatório também destaca 360 ataques contra políticos e agentes públicos no último ano, incluindo assassinatos relacionados a disputas locais de poder.

O Equador protagonizou a maior piora no ranking: saltou 36 posições em apenas um ano. A ACLED aponta que o país vive recordes de homicídios e um ambiente de instabilidade provocado pelo avanço de confrontos entre facções como Los Lobos e Los Choneros. A crescente relevância do território equatoriano para o tráfico internacional de drogas também contribuiu para o agravamento da crise.

Brasil e Haiti aparecem na sétima e oitava colocações, respectivamente. Nos dois países, a violência é estimulada por grupos armados que disputam áreas urbanas e se aproveitam de fragilidades institucionais para ampliar seu controle territorial.

Segundo o relatório, a deterioração da segurança se repete em diferentes pontos da região, apesar das medidas adotadas por governos — muitas delas baseadas no reforço de forças policiais e militares nas ruas. Para os analistas da ACLED, essa estratégia tende a gerar alívio apenas temporário e, no médio e longo prazo, pode fragmentar ainda mais organizações criminosas, estimulando novos confrontos e até abusos por parte do Estado.

A avaliação final indica que o cenário latino-americano deve permanecer desafiador, influenciado tanto por pressões internas quanto por fatores externos, incluindo políticas de tolerância zero defendidas por setores sociais e governos estrangeiros. O ranking completo coloca Palestina, Mianmar e Síria no topo da lista, seguidos por México, Nigéria, Equador, Brasil, Haiti, Sudão e Paquistão.