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Vírus respiratórios seguem em circulação no Amazonas, com maior impacto em bebês

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Informe Epidemiológico aponta 4,7 mil casos notificados de SRAG em 2025 e reforça atenção às crianças menores de 1 ano

Foto: Divulgação/FVS-RCP

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) divulgou, nesta segunda-feira (27/10), a atualização do Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios no estado. O levantamento, referente ao período de 1º de janeiro a 25 de outubro de 2025, indica que a circulação viral continua intensa, especialmente entre bebês e crianças pequenas.

Ao todo, foram registrados 4.711 casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano. Entre eles, 1.678 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. O informe também contabiliza 62 mortes associadas às infecções, sendo 27 por Covid-19, 22 por Influenza A, 6 por Rinovírus, 3 por Vírus Sincicial Respiratório (VSR), 3 por Influenza B e 1 por Parainfluenza.

Nas últimas três semanas analisadas (05 a 25 de outubro), as faixas etárias mais afetadas foram as de menor idade. Bebês com menos de 1 ano representaram 45% dos casos confirmados, enquanto crianças de 1 a 4 anos somaram 32% e de 5 a 9 anos, 15%. Adultos entre 29 e 39 anos representaram 5% e idosos com 60 anos ou mais, 3% das infecções.

Quanto aos vírus inativos nas amostras enviadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), o Rinovírus segue predominando nas últimas semanas, com 59,9% de detecção. Em seguida aparecem o Vírus Sincicial Respiratório (29,1%), o Adenovírus (22,6%) e o Parainfluenza (2,1%).

A FVS-RCP reforça a importância da vacinação e da procura por atendimento médico ao surgimento dos primeiros sintomas, principalmente em crianças e idosos, que têm maior risco de complicações.