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Policial militar e comparsa são presos por sequestro e tortura de empresário em Manaus

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Foto: Divulgação

Dois homens, incluindo um policial militar da 30ª Companhia Integrada Comunitária (Cicom), foram presos na tarde desta segunda-feira (31) em Manaus, suspeitos de sequestrar e torturar um empresário. O crime ocorreu no bairro Flores, Zona Centro-Sul da capital, e envolveu ameaças e transferências bancárias forçadas via PIX.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a vítima, um empresário autônomo, foi abordada pelos criminosos ao chegar em casa por volta das 7h da manhã. Ele estava em sua picape quando foi rendido. Durante o sequestro, os suspeitos o torturaram e o obrigaram a realizar transferências bancárias, totalizando aproximadamente R$ 5 mil.

Vídeo: Divulgação

A polícia conseguiu localizar e prender os envolvidos, que agora estão à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação para identificar possíveis conexões dos suspeitos com outros crimes na região.

Ação rápida da Rocam

De acordo com a Polícia Militar, a equipe das Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) recebeu uma denúncia sobre o sequestro ainda durante a manhã.

“Fizemos contato com a vítima antes de encontrar os suspeitos. Ela ajudou com detalhes e mostrou que tinha sido torturada enquanto era forçada a fazer as transferências bancárias”, afirmou o capitão da Rocam, Higor Jatahi.

Com a ajuda das informações da vítima, a equipe localizou o veículo utilizado pelos criminosos e conseguiu resgatar o empresário.

“Pelo modo de agir e pelo material utilizado, possivelmente já cometeram outros crimes como esse na cidade”, acrescentou o capitão.

Prisões e apreensão

Material apreendido pela Rocam após sequestro de empresário em Manaus — Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os suspeitos, identificados como Robert Kennedy Menezes Cardoso e Lucas Fernandes da Silva, soldado da PM, lotado na 30ª Cicom, foram encontrados por volta das 12h30, na Avenida Timbiras, bairro Cidade Nova.

Durante a abordagem, a polícia apreendeu um simulacro de arma de fogo, um colete balístico, uma balaclava e uma algema, usados durante o sequestro.

O policial militar, Lucas Fernandes da Silva, passou mal após a prisão e foi encaminhado a um hospital. Ambos os homens foram encaminhados à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). A investigação segue em busca de outros dois suspeitos envolvidos no crime.

Investigação e posicionamento da PM

Em nota, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) informou que instaurou um procedimento interno para apurar a conduta de Lucas Fernandes, que já foi afastado das funções. A corporação enfatizou que “não compactua com ações criminosas praticadas por seus integrantes” e reforçou seu compromisso com a segurança da sociedade.

“A PMAM reforça o compromisso com a segurança pública e com a responsabilidade de agir de forma rigorosa em situações como esta”, afirmou a corporação.

O caso segue em investigação pela DEHS, que apura a participação de mais suspeitos no crime e a possível atuação de uma quadrilha especializada em sequestros e extorsões na cidade.