Manaus
Em Manaus, dengue continua desafiando autoridades de saúde

O 15º Informe Epidemiológico das Arboviroses, datado de segunda-feira, 15 , oferece uma visão atualizada dos casos de dengue, zika, chikungunya, oropouche e mayaro na capital. Este relatório, produzido pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), compila dados da Semana Epidemiológica 15, que abrange o período de 7 a 13 de abril.
No que diz respeito à dengue, foram notificados 179 casos suspeitos e 18 casos confirmados na última semana em Manaus. Até o momento, a cidade registra um total de 1.905 casos confirmados de dengue, entre 7.924 casos suspeitos, com 632 casos ainda em fase de investigação. Um óbito relacionado à arbovirose foi confirmado, enquanto outro está sob investigação.
Quanto ao zika vírus, não foram registrados novos casos suspeitos ou confirmados na última semana. Desde o início do ano, foram confirmados 20 casos, com 62 notificados, sendo que dois permanecem em investigação. Não houve óbitos confirmados ou suspeitos de zika.
Em relação à chikungunya, apenas um caso suspeito foi notificado na última semana, sem novos registros confirmados. O total de casos confirmados para o ano de 2024 permanece em quatro, dentre 70 casos notificados, dos quais 16 estão em investigação. Não foram relatados óbitos suspeitos ou confirmados de chikungunya.
O informe revela oito novos casos confirmados de oropouche, totalizando 858 casos da doença em Manaus este ano, confirmados por critério laboratorial. Um óbito foi confirmado pela doença, também por critério laboratorial. Não há casos ou óbitos em investigação.
Quanto ao mayaro, dois casos foram confirmados por critério laboratorial, marcando os primeiros casos da arbovirose na cidade em 2024. Não houve óbitos confirmados pela doença, e nenhum caso ou óbito está em investigação. O relatório não inclui dados de casos notificados de oropouche ou mayaro, pois não são considerados agravos de notificação compulsória.
O Informe Epidemiológico das Arboviroses da Semsa é elaborado pelas gerências de Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental e Controle de Agravos por Vetores, e pelo Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde. Os dados são provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e do Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL), e estão sujeitos a atualizações.
As edições anteriores, incluindo a de número 15, estão disponíveis no site da Semsa Manaus, acessível diretamente pelo link semsa.manaus.am.gov.br/vigilancia-epidemiologica/boletim-arboviroses/.
Imunização
Como parte da estratégia de prevenção e controle das arboviroses no município, a Semsa Manaus está vacinando crianças e adolescentes de 10 a 14 anos contra a dengue. O imunizante é ofertado em mais de 70 pontos de imunização da secretaria, distribuídos em todas as zonas distritais de saúde da área urbana da capital.
A secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe, aponta que a vacinação atingiu um percentual de 15,24% do público-alvo da estratégia até a última semana, ainda bem abaixo da meta de 90%. Ao todo, 24.789 doses de Qdenga já foram aplicadas em Manaus, que tem uma população estimada de 162.708 jovens aptos a receber o imunizante.
“A vacina nos permite proteger os pequenos de 10 a 14 anos, que são os mais necessitam de hospitalização por dengue. Vivemos neste ano um aumento de casos, por isso é importante que os pais procurem a unidade mais próxima e levem suas crianças para se vacinar”, reforça a titular da Semsa.
Shádia pontua que a vacinação contra a dengue ocorre inclusive aos sábados, das 8h às 12h, em oito unidades da rede básica municipal. A lista completa de estabelecimentos que ofertam a aplicação de doses, com endereços e horários de funcionamento, pode ser consultada pelo link https://bit.ly/salasvacinaqdenga.
Conforme orientação do Ministério da Saúde, após receber a dose, a criança ou adolescente deve permanecer de 15 a 30 minutos no posto de saúde, para observação. “O imunizante deve ser aplicado de forma isolada, com intervalo de 30 dias para a aplicação de outras vacinas atenuadas, que são as da Febre Amarela, Varicela e Tríplice Viral, e de 24 horas para as demais do calendário básico”, explica Shádia.
Prevenção e controle
As estratégias da Semsa para enfrentamento das arboviroses incluem também medidas de prevenção e controle realizadas ao longo de todo o ano, de forma permanente. Entre elas estão o manejo ambiental e as inspeções dos agentes de vigilância nas residências.
A secretária Shádia enfatiza que, como ocorre todos os anos, a Semsa já vem intensificando essas ações no período das chuvas, que é mais propício às infestações de vetores como o Aedes aegypti, transmissor da dengue. “Mas, para que esse trabalho tenha resultados efetivos, é essencial que a população contribua, vistoriando as casas e quintais, pois três em cada quatro criadouros de mosquitos estão nesses locais”.
A gestora orienta os moradores a realizar, pelo menos uma vez por semana, as medidas preventivas enumeradas no Checklist 10 Minutos contra a Dengue. A inspeção visa eliminar eventuais locais com água parada, que podem servir para a reprodução dos insetos.
“Limpe bem as calhas e ralos, tampe as caixas d’água, guarde os pneus em local coberto, recolha os entulhos nos quintais. Fazendo isso, você afasta o Aedes e a dengue da sua família e da comunidade”, cita.
Outras medidas no checklist são encher de areia os pratos de vasos de plantas, acondicionar garrafas e outros recipientes com a boca para baixo e amarrar bem sacos de lixo.
Texto – Jony Clay Borges / Semsa
Fotos – Divulgação / Semsa