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Polo Industrial de Manaus alcança faturamento bilionário em 2023, apesar de leve queda

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O Polo Industrial de Manaus (PIM) registrou um faturamento de R$ 173,47 bilhões em 2023, o segundo melhor resultado em moeda nacional, representando uma queda de 2,51% em relação a 2022, que alcançou R$ 177,92 bilhões, o recorde histórico. Em dólares, o faturamento do PIM em 2023 foi de US$ 34,79 bilhões, um aumento de 0,21% em comparação com 2022 (US$ 34,71 bilhões), marcando o melhor desempenho em moeda estrangeira desde 2014 (US$ 37,12 bilhões).

Na semana do 57º aniversário da Zona Franca de Manaus, celebrado em 28 de fevereiro, o Amazonas planeja aprovar investimentos de até R$ 2,8 bilhões para a indústria do estado.

Em relação à mão de obra, o PIM encerrou dezembro de 2023 com 112.230 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados, um aumento de 0,66% em comparação com dezembro de 2022 (112.163). A média mensal de empregos do PIM em 2023 foi de 112.595 postos de trabalho, 1,46% superior à média mensal de 2022, que foi de 110.976 empregos. Esta média mensal também é a melhor desde 2014, quando alcançou 122.553 empregos. Desde outubro de 2020, o PIM mantém um número mensal de empregos superior a 100 mil. Em 2023, houve 34.364 admissões e 32.615 demissões, resultando em um saldo de 1.749 vagas.

Subsetores e produtos

 Ao faturar em 2023 o montante de R$ 42,55 bilhões, o polo de Bens de Informática permanece como subsetor com maior participação no resultado global de faturamento do PIM, respondendo por 24,53% do total. Outros segmentos de grande representatividade no PIM em 2022 foram o Eletroeletrônico, com faturamento de R$ 32,46 bilhões e participação de 18,72%; Duas Rodas, com faturamento de R$ 30,81 bilhões e participação de 17,76%; o Químico, com faturamento de R$ 17,12 bilhões e participação de 9,87%; e o Termoplástico, com faturamento de R$ 14,51 bilhões e participação de 8,37%.

No comparativo do faturamento nominal dos subsetores entre 2023 e 2022, destacam-se os crescimentos percentuais dos segmentos de Vestuário e Calçados, com 35,06%; seguido pelo Naval, com 30,14%; o Editorial e Gráfico, com 28,17%; e o de Duas Rodas, com 17.97%.

Em termos de volume de faturamento apresentado, os principais produtos fabricados pelo PIM em 2023 foram: motocicletas, motonetas e ciclomotos (R$ 24,65 bilhões e US$ 4.94 bilhões); televisores com tela de LCD e OLED (R$ 21,10 bilhões e US$ 4.23 bilhões); telefones celulares (R$ 14,62 bilhões e US$ 2.91 bilhões) e condicionadores de ar tipo split system (R$ 8,60 bilhões e US$ 1.72 bilhão).

Como o A CRÍTICA mostrou em janeiro, uma comparação entre janeiro e outubro do ano passado já mostrava sinais de desaceleração.

Já em termos de crescimento percentual da produção na comparação com o ano anterior, os maiores destaque foram as unidades condensadoras para split system, com 311.054 unidades fabricadas e 328,06% de crescimento; as unidades evaporadoras para split system, com 402.470 unidades produzidas e crescimento de 194,71%; e receptores de sinal de televisão, com 4.157.725 unidades fabricadas e crescimento de 140,70%.

 Avaliação

 Para o superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, os números alcançados em 2023 reafirmam a capacidade de resiliência e superação de desafios do PIM. “É importante destacar que, mesmo enfrentando a maior vazante da história, que impactou o abastecimento de insumos e acarretou férias coletivas em períodos atípicos, ainda assim, os empreendedores e trabalhadores do parque fabril de Manaus garantiram o segundo melhor faturamento e a elevada marca de mais 112 mil postos de trabalho, a melhor desde 2014”, frisou.

 Conquista

 O superintendente também destaca que 2023 será lembrado como ano de conquista por causa da manutenção das vantagens comparativas da ZFM na reforma tributária. “A reforma tributária consolida a ZFM como uma área propícia para investimentos, e o PIM demonstra estar pronto para superar desafios, como os enfrentados pela seca histórica. A ocorrência impõe a adoção de medidas preventivas de logística por parte das empresas e das obras de dragagem dos rios. Ações que podem também nos ajudar a ampliar em 2024 os resultados obtidos ano passado e, sobretudo, melhorar a qualidade de vida dos moradores da nossa região”, salientou.

Foto: Divulgação/Suframa