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CRISE NA SAÚDE | Trabalhadores da Saúde passam fome com salários atrasados

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Na manhã desta sexta-feira (29), a equipe do Portal dos Fatos denunciou que funcionários que trabalham na Saúde, estão enfrentando uma situação de desespero devido aos salários atrasados. Algumas empresas terceirizadas estão há cerca de sete meses sem efetuar os pagamentos, deixando os trabalhadores em uma situação precária. Além disso, os profissionais da saúde estão reivindicando melhorias em seus benefícios, incluindo o piso salarial da enfermagem e o cumprimento da data-base.

Situação insustentável

Segundo relatos de um servidor que preferiu permanecer anônimo, a situação se tornou insustentável, uma vez que as despesas continuam a se acumular e os juros estão em constante aumento. Muitos trabalhadores estão enfrentando cortes de serviços essenciais, como energia e água, e alguns não têm o suficiente para comer em casa. Mesmo diante dessa crise, esses profissionais heroicos não abandonam seus postos de trabalho.

Os afetados englobam diversas áreas da saúde, incluindo técnicos de enfermagem, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e outras categorias. A situação se agrava devido à falta de repasses financeiros do estado às empresas terceirizadas, impossibilitando o pagamento dos funcionários. A exceção é o Grupo Bringel, que continua a efetuar os pagamentos em dia.

Indignação

Além dos salários atrasados, os trabalhadores também estão reivindicando o piso nacional da enfermagem, estabelecido pela Lei Federal nº 14.434 em agosto de 2022. Até o momento, esses recursos complementares do Fundo Nacional de Saúde não chegaram às contas dos servidores, gerando indignação e incerteza quanto ao seu cumprimento.

O portal ainda conversou com a representante dos técnicos e enfermeiros terceirizados, a Enfermeira Graciete, do sindpriv-AM, que expressou sua preocupação com a situação. A crise não se limita apenas aos trabalhadores da Saúde, uma vez que outras empresas terceirizadas, como maqueiros e agentes de portaria em unidades de saúde, também estão sofrendo com a falta de pagamento.

OUÇA O ÃUDIO DE GRACIETE

Medidas imediatas

É essencial que o governador Wilson Lima, incluindo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e a Secretaria de Fazenda (SEFAZ), esclareçam a situação e tomem medidas imediatas para resolver essa crise humanitária que está afetando a vida e dignidade dos trabalhadores da saúde e de outros setores terceirizados em Manaus.

Até quando esses trabalhadores serão humilhados?

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Com informações do Portal dos Fatos