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Contratação de financiamentos com recursos dos Fundos Constitucionais registra alta de 41%

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Total captado nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste até o fim de maio deste ano foi de R$ 20,11 bilhões, ante R$ 14,26 bilhões de 2021

Brasília (DF) – Empreendedores urbanos e produtores rurais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste contrataram, até maio, R$ 20,11 bilhões em recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO). O valor representa uma alta de 41% na captação desse tipo de financiamento na comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram financiados R$ 14,26 bilhões. Ao todo, foram registradas 300,5 mil operações financeiras nos primeiros cinco meses de 2022, valor também maior do que no ano passado, quando foram registradas 281,1 mil contratações.

“Os Fundos Constitucionais de Financiamento são instrumentos importantíssimos para estimularmos o desenvolvimento nas regiões que são consideradas prioritárias pela própria Constituição. Por meio deles, é possível que os empreendedores e produtores rurais possam desempenhar suas atividades nas suas localidades de origem e levarem, por eles mesmos, o crescimento para essas regiões”, afirma o ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira.

Grande parte do valor contratado em 2022 foi destinado, exatamente, para o público prioritário dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO), que são empreendedores e produtores de menor porte. Foram formalizados empréstimos que somam R$ 13 bilhões, o equivalente a 64% do total.

A distribuição ficou da seguinte maneira. Foram R$ 6,02 milhões captados no Nordeste (51% do total na região), mais R$ 3,95 bilhões no Norte (88,8%) e outros R$ 3,02 bilhões no Centro-Oeste (78,4%).

Os recursos dos Fundos Constitucionais de Financiamento são administrados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e pelas Superintendências do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), do Centro-Oeste (Sudeco) e do Nordeste (Sudene). Embora as operações de crédito sejam voltadas, prioritariamente, a atividades de pequeno e médio porte, também são asseguradas condições atrativas de financiamento a grandes investidores.

Nordeste

O maior volume de contratações foi do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste (FNE), que, além de atender os nove estados da região, também pode ser acessado por empreendedores e produtores rurais das porções norte do Espírito Santo e de Minas Gerais. O valor total dos financiamentos alcança R$ 11,81 bilhões – ante R$ 8,02 bilhões no ano anterior.

O destaque ficou por conta da Bahia. Os empreendedores e produtores do estado captaram R$ 3,23 bilhões junto ao FNE, valor 164,7% superior ao registrado no mesmo período de 2021, quando foi contratado R$ 1,23 bilhão.

No Ceará, foram formalizados financiamentos que somam R$ 1,88 bilhão (R$ 1,15 bilhão no ano passado). Em Pernambuco, foi contratado R$ 1,57 bilhão (R$ 715,44 milhões em 2021).

Na sequência, aparecem Minas Gerais, com R$ 1,03 bilhão (R$ 657,46 milhões); Maranhão, com R$ 933,35 milhões (R$ 701,31 milhões); Piauí, com R$ 893,90 milhões (R$ 756,40 milhões); Sergipe, com R$ 675,31 milhões (R$ 340,38 milhões); Rio Grande do Norte, com R$ 523,74 milhões (R$ 1,21 bilhão); Alagoas, com R$ 484,95 milhões (R$ 327,15 milhões); e Espírito Santo, com R$ 115,51 milhões (R$ 101,81 milhões).

Norte

Na área de atuação da Sudam, o principal destaque ficou por conta do volume de financiamentos contratados por empreendedores urbanos e produtores rurais do Pará. Eles foram responsáveis pela formalização de contratos que somaram R$ 1,37 bilhão, contra R$ 1,01 bilhão no ano passado.

Na sequência, aparecem Rondônia, com R$ 1,17 bilhão (R$ 664,05 milhões); Tocantins, com R$ 1,15 bilhão (997,75 milhões); Amazonas, com R$ 331,68 milhões (R$ 251,63 milhões); Roraima, com R$ 203,22 milhões (R$ 90,99 milhões); Acre, com R$ 181,82 milhões (R$ 111,87 milhões); e Amapá, com R$ 28,22 milhões (R$ 35,11 milhões).

Centro-Oeste

Por fim, na Região Centro-Oeste foram contratados R$ 3,85 bilhões até maio deste ano. O valor é 25,4% maior que o registrado no mesmo período de 2021.

O total de financiamento foi puxado por Goiás, que teve R$ 1,28 bilhão em recursos do FCO contratados nos primeiros cinco meses de 2022 – no ano passado, foram R$ 887,28 milhões.

Na sequência aparece Mato Grosso, que contratou R$ 1,24 bilhão – contra R$ 1,15 bilhão em 2021. Em Mato Grosso do Sul, foi captado R$ 1 bilhão em 2022, ante R$ 887,28 milhões no ano passado.

Já o Distrito Federal foi responsável por formalizar R$ 319,04 milhões em financiamentos. No ano passado, foram R$ 291,78 milhões contratados.

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