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Presidente da DC Films reforça ‘falta de química’ entre Amber Heard e Jason Momoa em ‘Aquaman’

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Presidente da DC Films, Walter Hamada afirmou no Tribunal do Condado de Fairfax, na Virgínia, EUA, nesta terça-feira, que a renegociação do contrato de Amber Heard na franquia de “Aquaman” não ocorreu por causa das declarações polêmicas de Adam Waldman, ex-advogado de Johnny Depp. Segundo Hamada, a razão para isso foram as preocupações que havia na produção envolvendo o nome da atriz: se ela era — ou não — a pessoa certa para o filme, devido à falta de química com Jason Momoa, o protagonista.

— Você sabe quando vê, e a química simplesmente não estava lá — afirmou o presidente da DC Films.

No depoimento em vídeo, Hamada, que foi a primeira testemunha convidada pela equipe jurídica de Depp a depor nesta terça-feira, também negou que o papel de Heard em “Aquaman 2” tenha sido reduzido e disse que a sequência estava sendo construída em torno dos personagens masculinos.

Na última semana do julgamento, os advogados de Johnny Depp começaram a audiência desta terça-feira no Tribunal do Condado de Fairfax, na Virgínia, EUA, pedindo para a juíza Penney Azcarate arquivar o processo de Amber Heard contra ele. A magistrada negou, justificando que é obrigada por lei a permitir que o júri chegue a um veredicto, desde que haja pelo menos alguma chance razoável de que a alegação de Heard possa prevalecer. Ao longo do julgamento, a ex-mulher de Depp também tentou arquivar a ação ajuizada por ele, mas não teve sucesso. Os atores processam um ao outro por difamação.

Segundo a emissora americana “NBC”, a equipe jurídica de Depp solicitou que a juíza arquivasse a ação de US$ 100 milhões de Heard com base no fato de que ela não conseguiu provar que Adam Waldman, ex-advogado do ator, agiu com “real malícia” ao acusá-la de criar uma “farsa” de abuso em três declarações ao “Daily Mail” em 2020. Benjamin Chew, um dos representantes legais de Depp, disse que Heard também não conseguiu provar que Waldman agiu em nome de Depp ao fazer as declarações.

A equipe jurídica de Heard argumentou que a juíza havia rejeitado o pedido de Depp para um julgamento sumário, o que indicaria que Waldman agiu com “malícia real”.

— Quando o Sr. Waldman fez essas declarações, ele estava no lugar do Sr. Depp — afirmou o advogado de Heard, Ben Rottenborn. — Eles são um e o mesmo.

A atriz de “Aquaman” é processada pelo astro de “Piratas do Caribe” em US$ 50 milhões por difamação devido ao artigo publicado no “Washington Post” em 2018 em que ela se descreve como uma “figura pública que representa a violência doméstica”. Embora não mencione o nome do ex-marido, a equipe jurídica dele afirma que as acusações eram claras contra ele, o que prejudicou sua vida profissional. O ator nega as acusações de agressão e aponta Heard como a agressora da relação. Em resposta a isso, Heard também entrou com uma ação por difamação contra Depp, por tê-la considerado mentirosa, com o valor da indenização solicitada dobrado.

O que poderá acontecer com o fim do julgamento?

A expectativa é que o julgamento termine na sexta-feira, dia 27. O júri então deliberará sobre seu veredicto, que ainda não tem uma data prevista para ser anunciado. Segundo a emissora “Court TV”, o júri é composto por seis homens, sendo quatro de ascendência asiática e dois brancos, e três mulheres, sendo uma de ascendência asiática, uma negra e uma branca. A juíza Penney Azcarate vai depois designar quem ficará como suplente e quem ficará no grupo, composto por sete pessoas, para se chegar à decisão final.

Considerando que o caso tramita na esfera civil, não está em jogo a possibilidade de um deles ser preso.

Foto: Divulgação